Tratamentos

Os implantes são como que umas novas raízes artificiais dos dentes, colocadas no osso. São a solução de substituição de dentes perdidos mais cómoda e mais fisiológica, mais próxima de um dente normal. Podemos colocar implantes para substituir apenas um dente (unitário) ou vários dentes (ponte).

 
A colocação de implantes é um procedimento altamente especializado. A sua colocação obedece a uma criteriosa planificação e, tratando-se de uma cirurgia, requer um conhecimento cabal de todas as doenças do paciente bem como a medicação que tome. Do ponto de vista cirúrgico a maioria destes procedimentos são simples, no entanto há situações em que a sua colocação tem que ser acompanhada de outras técnicas cirúrgicas. Um exemplo simples é a necessidade de colocação de “osso artificial” de forma a aumentar o volume do osso do paciente e assim permitir a colocação dos implantes.

A Odontopediatria é uma área da Medicina Dentária que se dedica à prevenção e tratamento de doenças orais das crianças e adolescentes.

O odontopediatra possui conhecimentos científicos, técnicos e psicocomportamentais direcionados para o atendimento das crianças durante as diversas fases do seu crescimento e desenvolvimento. Domina igualmente as particularidades da cavidade oral e dos dentes da criança, podendo prestar um tratamento adequado e individualizado, e não como se de um “pequeno adulto” se tratasse.

Uma vez que as primeiras consultas influenciam de forma determinante a conduta futura da criança, é indispensável que estas representem uma experiência positiva. Este Médico Dentista mais direcionado para a odontopediatria dispõe de abordagens específicas para lidar com o comportamento infantil, de acordo com a idade e personalidade da criança, permitindo que esta se torne mais confiante e colaborante nas consultas. O ambiente da consulta das crianças é único, recorrendo-se frequentemente ao mundo da fantasia e a recursos como jogos, músicas e filmes infantis. O consultório torna-se assim um lugar convidativo e até mesmo divertido para as crianças.

O odontopediatra tem ainda formação para prestar o melhor atendimento e tratamento a crianças ansiosas, com fobias ou com necessidades especiais.

Sabe-se que os hábitos de higiene oral, quando estabelecidos ainda na infância, são mantidos até à idade adulta. Incentive o seu filho a preservar uma dentição saudável e bonita, bem como uma atitude positiva perante a saúde oral durante toda a sua vida!

O odontopediatra pode esclarecê-lo relativamente a muitas dúvidas habituais acerca da saúde oral das crianças, como por exemplo:

  • Como devo higienizar a boca e os dentes do meu bebé?
  • Qual a frequência com que o meu filho deve ter consultas de controlo?
  • Como posso prevenir a cárie dentária?
  • Quando devo iniciar o uso de dentífrico e em que quantidade?
  • Qual o dentífrico mais indicado para o meu filho?
  • Será que o meu filho necessita de mais flúor?
  • Poderá a dieta do meu filho ser cariogénica?
  • O que devo fazer no caso de o meu filho ter dor de dentes?
  • Como agir se o meu filho partir um dente?
  • Como posso garantir que os dentes do meu filho estão protegidos durante a prática desportiva?

“A infância tem as suas próprias maneiras de ver, pensar e sentir. Nada mais insensato do que pretender substituí-las pelas nossas.”

(Jean-Jacques Rousseau)

A Dentisteria Operatória é a área da medicina dentária que trata as lesões de perda de estrutura dentária, sejam elas originadas por cárie, traumatismos, malformações ou outras. O tratamento consiste na substituição do tecido dentário lesado por materiais compatíveis, sendo as resinas compostas o material mais estético e mais conservador. A amálgama dentária, apesar de ser um material em desuso, apresenta ainda algumas indicações.

Da área da Dentisteria fazem ainda parte tratamentos estéticos, como os vários tipos de branqueamento dentário, que são seguros e eficazes desde que efetuados com os materiais e técnicas mais indicadas.

A ortodontia é a área da medicina dentária que se dedica à prevenção e correção das más posições dos dentes e dos maxilares.

A cirurgia oral, é a área da medicina dentária que se dedica ao diagnóstico e tratamento cirúrgico das doenças, lesões e anomalias dos dentes, maxilares e estruturas anexas. É um procedimento que requer sempre anestesia local.

O mais comum são as extrações dentárias, no entanto o campo de ação é muito vasto. Desde remoção de quistos, desbridamentos, incisões e drenagens de abcessos via oral, frenectomias, apicectomias, amputações radiculares, biópsias, remoção de lesões, aumento do volume ósseo, etc.

Deverão ser sempre comunicadas ao Médico Dentista doenças que possua e medicações que tome, por forma a prevenir ou controlar possíveis complicações.

Rotineiramente são dados conselhos/ indicações pós cirúrgicos que deverão ser escrupulosamente cumpridos.

A oclusão é talvez a área da medicina dentária mais complexa. Numa linguagem simples a oclusão, é a forma como os dentes “encaixam”, assentam, uns nos outros. Está dependente não só da forma e posição dos dentes, mas também da estabilidade da articulação temporomandibular (ATM).

A ATM é a articulação entre os ossos da base do crânio e a mandíbula, semelhante à do joelho, com um disco articular entre os 2 ossos (semelhante ao menisco do joelho). Este disco acompanha o movimento da mandíbula. A articulação está envolvida por um complexo grupo de músculos. Quando existe algo que perturbe este equilíbrio surgem os espasmos musculares (o paciente não consegue abrir ou fechar a boca), os estalidos, as dores que podem irradiar para a cabeça, ouvidos, pescoço, ombros. A postura das pessoas poderá ficar condicionada, adotando o paciente posições menos favoráveis.

As causas mais comuns são: traumatismos, stress, má posição dentária, bruxismo (ranger os dentes), parafunções como roer as unhas ou mordilhamento da língua ou da bochecha, entre outras.

O tratamento consiste na reposição desse equilíbrio, recorrendo, entre outros, à confecção de uma goteira, massagens-fisioterapia, medicação, tratamento ortodôntico, de acordo com a etiologia (causa).

Prótese Removível

A prótese é a área da medicina dentária que trata da substituição de um ou mais dentes em falta na cavidade oral.

A prótese removível é, como o próprio nome indica, móvel, devendo o paciente removê-la sempre, após a ingestão de alimentos, para a higienizar corretamente.

Quanto ao número de dentes pode ser parcial ou total, e quanto ao tipo de material, acrílica ou esquelética.

Tem como função devolver ao paciente o conforto mastigatório, a manutenção da dimensão vertical, a fonação, o sorriso, entre outras.

 

Prótese Fixa

À semelhança da prótese removível, a Prótese Fixa também substitui parcial ou totalmente os dentes em falta utilizando coroas (pivots). No entanto estas coroas estão cimentadas aos dentes, não podendo por isso ser removidas pelo paciente. As coroas também podem ser colocadas sobre implantes (ver implantologia).

A Prótese Fixa pode ser uma coroa unitária, uma faceta ou pontes (3 ou mais coroas). Por norma as coroas unitárias são cimentadas sobre a raiz remanescente, substituindo desta forma o dente em falta. A ponte é utilizada quando não há raiz para cimentar/suportar a coroa e, assim, utilizam-se os dentes adjacentes ao dente em falta como pilares.

As Próteses Fixas podem ser em cerâmica pura, metálicas ou uma combinação das duas, metalocerâmicas.

Constituem uma importante opção no caso de dentes muito fragilizados em que é necessário conferir resistência e durabilidade ao dente.

Na existência de uma raiz fiável, devolvem a função e estética ao dente, mimetizando a coroa perdida.

Estão também indicadas para substituir restaurações muito extensas, aumentar retenções de próteses removíveis, recobrir dentes com alterações de cor (facetas em porcelana), forma ou alinhamento, prevenir fraturas de dentes endodonciados, entre outros.

É a área da Medicina Dentária que se ocupa da prevenção e tratamento das patologias dos tecidos de suporte do dente: a gengiva, o ligamento periodontal e o osso alveolar.

As doenças periodontais mais frequentes são as gengivites e as periodontites (Figuras 1 e 3). Nas gengivites existe uma maior ou menor inflamação da gengiva, enquanto nas periodontites existe perda óssea que, se não for tratada atempadamente, pode levar à perda do(s) dente(s).

A periodontite é uma doença crónica, para toda a vida! A sua principal causa é a existência de bactérias específicas, no entanto existe uma componente hereditária importante. Torna-se por isso fundamental uma avaliação e deteção precoce da doença por forma a travar a progressão da doença. Para o seu controlo é fundamental a colaboração do paciente através de uma correta higienização oral, em casa, com auxílio de elixires, escovilhões, fita dentária, entre outros.

Alguns dentes desenvolvem recessões gengivais que podem afetar um (unitárias) ou mais (múltiplas) dentes (Figuras 3 e 4). Por norma estas resultam de uma escovagem traumática. A Cirurgia Plástica Periodontal permite o seu tratamento com recurso a técnicas cirúrgicas específicas.